Governança, Compliance e Riscos 103-2 | 103-3

Estrutura de governança 102-18 | 102-19 | 102-20 | 102-24 | 102-26 | 102 – 27 | 102-29 | 102-31

A Votorantim mantém suas práticas de governança corporativa em constante processo de aprimoramento e evolução. Isso se reflete na transformação do portfólio, os avanços na cultura da inovação e na atuação dos indicados pela holding nos Conselhos de Administração e Comitês das investidas, focada no direcionamento estratégico e na reflexão sobre governança empreendedora. Esse alinhamento resulta em conjunção de interesses e grande proximidade com os executivos das investidas, o que confere maior flexibilidade à estrutura de capital e disciplina na alocação de capital.

Nas empresas investidas, ainda que nem todas sejam de capital aberto, desde 2014, também é adotado um modelo robusto de governança, o que inclui Conselho de Administração e comitês de assessoramento. Todas essas instâncias são compostas, além de profissionais da holding, de membros externos e independentes. A Votorantim também mantém avaliação periódica dos conselhos e comitês, o que contribui para a evolução da governança.

 

A governança corporativa da Votorantim compreende três estruturas:

  • Propriedade, representada pelo Conselho Hejoassu, holding proprietária da Votorantim.

  • Família, representada pelo Conselho de Família.

  • Negócios, conduzidos e representados pelo Conselho de Administração e pela Diretoria-Executiva da Votorantim e das empresas do portfólio.

 

Os Conselhos de Administração da Votorantim e da Hejoassu e o Conselho de Família são compostos por executivos com mandatos de três anos. Os dois últimos órgãos atuam independentemente da Votorantim, e a integração entre eles é assegurada por agenda formal de reuniões. Nas empresas investidas, a deliberação sobre estratégias, gestão e investimentos se dá pelos Conselhos de Administração e Diretorias-Executivas próprios.

 

Conselho Hejoassu

Indica para a holding a aspiração financeira, a macrovisão e o apetite a risco, bem como contornos e alçadas adequados para o desenvolvimento da estratégia. Também é guardião da cultura, do DNA e dos propósitos que asseguram a perenidade do negócio familiar. É formado por 12 acionistas, sendo três representantes de cada uma das quatro holdings familiares proprietárias, e nele as quarta e quinta gerações deliberam conjuntamente. A família, que atualmente está na sexta geração, reúne 158 pessoas, entre elas 41 acionistas.

 

Conselho de Família

Com regimento formal estabelecido, tem como missão promover a união familiar e facilitar a comunicação dos negócios com a família, preservando seu legado. Formar acionistas responsáveis é um importante objetivo, além de desenvolver os líderes para futuras sucessões familiares. Em 2019, passou por nova eleição, sendo composto de sete membros, dos quais cinco são da quinta geração e dois, da quarta geração. Caracteriza-se por um time de conselheiros com competências complementares e que participam em frentes de trabalho com alguns projetos em destaque como o Nova Economia, em que um grupo de familiares busca entender e diagnosticar as novas formas de trabalho e empreendedorismo, o papel das startups, bem como os desafios e ganhos da inovação. O projeto incluiu workshops e também uma viagem à China, na qual tiveram acesso a experiências relacionadas a esses temas. O objetivo é fomentar o mindset de inovação conectado à família e às aspirações de desenvolvimento do negócio. Outra iniciativa foi o projeto Engajamento Social que buscou ressignificar o sentimento de responsabilidade social da família em linha com as aspirações de desenvolvimento das próximas gerações. Uma das ações, fruto desse movimento, foi o Família Inspira Família, no qual familiares com atuação em organizações sociais narraram de forma inspiradora suas experiências e seus desafios relacionados à filantropia.

 

Valores de Família

 

 

Na estrutura de negócios, a Votorantim mantém duas instâncias de governança corporativa: o Conselho de Administração, cuja presidência foi renovada no ano, e a Diretoria-Executiva.

 

Conselho de Administração

O órgão é constituído por sete membros, sendo um presidente, um vice-presidente, dois efetivos e três independentes. A eles cabe delinear o planejamento estratégico e as ações para executá-lo e deliberar sobre a alocação de capital. Periodicamente, avaliam o desempenho dos Conselhos de Administração das empresas investidas, cujas nomeações são também de sua responsabilidade.

Composição 102-22 | 102-23

Eduardo Vassimon
Presidente

José Roberto Ermírio de Moraes 
Vice-Presidente

Cláudio Ermírio de Moraes
Conselheiro efetivo

Luís Ermírio de Moraes
Conselheiro efetivo

Marcelo Medeiros
Conselheiro independente

Oscar Bernardes
Conselheiro independente

Pedro Wongtschowski
Conselheiro independente

 

Diretoria executiva

Composta por um diretor-presidente e quatro diretores estatutários, responde pela condução dos negócios, de acordo com as diretrizes do Conselho de Administração.

Composição 102-22 | 102-23

João Miranda
Diretor-Presidente

Glaisy Peres Domingues
Diretora Jurídica e Planejamento Tributário

João Schmidt
Diretor de Desenvolvimento Corporativo

Luiz Caruso
Diretor do Centro de Excelência e Compliance

Sergio Malacrida
Diretor Financeiro e de Relações com Investidores

 

Compliance 102-25

As práticas de compliance da holding contemplam ferramentas que buscam assegurar a conformidade com leis e regulamentos, além de reforçar a conduta ética e a transparência no diálogo com todos os públicos. Essas práticas englobam: Programa de Compliance, Programa Anticorrupção, Código de Conduta e Linha Ética, sendo esse último o canal de denúncias, o qual recebe relatos de suspeitas de atos em desacordo com o Código de Conduta. O canal está disponível também para as empresas investidas, em diversos idiomas, e, no caso de relatos procedentes, estes são encaminhados ao Comitê de Conduta de cada empresa para apuração e providências. 102-17

Em 2019, a Votorantim ampliou o seu Programa de Compliance e monitorou esse processo nas investidas, por meio da participação nas instâncias de governança. A iniciativa é parte da ampla estruturação interna, liderada por Compliance e pelo CoE, e representa um conjunto de iniciativas que visam automatizar e trazer inovação às diversas frentes chamadas Compliance 4.0. Nesse caminho, foi aprimorado o sistema de Registros de Interação com Agentes Governamentais (RIGs), permitindo o registro das interações de forma simplificada, incluindo o uso da ferramenta pelo celular. Também foi realizado um estudo sobre a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), o que gerou uma série de planos de ação para atender ao prazo-limite de adequação.

No ano, foi ainda promovida a terceira edição da Compliance Week, dedicada a debater regras e padrões que sustentam o Programa de Compliance da Votorantim. Na abertura do evento, estiveram presentes convidados externos, como a jornalista Eliane Cantanhêde, o advogado Guilherme Nostre, o desembargador do Tribunal Regional Federal da 4ª Região João Pedro Gerban Neto e o filósofo Luiz Felipe Pondé, que expuseram suas visões a respeito de integridade e gestão de crise, entre outros temas. A Compliance Week foi também uma oportunidade de reforçar a importância do preenchimento, pelos empregados, da Declaração de Conformidade, disponível no Portal de Compliance. O documento trata, entre outros temas, de conflitos de interesse e parentesco, confidencialidade e relacionamento com o governo. Os profissionais declararam suas condições, o que contribui para o gerenciamento automatizado de possíveis conflitos, bem como o contínuo monitoramento executado pela área na holding.

 

Gestão de Riscos 102-9 | 102-10 | 102-30

Como holding investidora, a Votorantim estabelece, anualmente, seu apetite a risco, considerando suas aspirações e capacidade, além do impacto dos riscos residuais dos próprios negócios. Já às investidas cabe identificar, quantificar e tratar os riscos estratégicos, reputacionais, ambientais, sociais, regulatórios e financeiros, cuja relação probabilidade e impacto tem como premissa os modelos estabelecidos no apetite a riscos da holding.

A influência e o acompanhamento da atuação da holding relacionada a riscos se dá no âmbito da governança corporativa, com discussões nos Conselhos de Administração e Comitês de Auditoria das investidas e Grupos de Trabalho de Riscos para troca de experiência entre eles. A prática permite verificar se o nível de apetite individual de cada empresa está adequado, considerando seus mercados de atuação, posicionamentos e expectativas.

Na análise do apetite a risco, são considerados dois aspectos: o qualitativo – que envolve definir as diversas categorias de riscos e avaliar a disposição de incorrer certo risco em relação ao retorno ou impacto estimado – e o quantitativo, considerando o risco máximo que a Votorantim está disposta a apropriar-se no âmbito de sua capacidade global, desdobrado em uma classificação de níveis de tolerância, que acionam a governança conforme alçadas definidas.