Desempenho Econômico-Financeiro 103-2 | 103-3

Relações com Investidores

Em 2019, a Standard & Poor’s elevou o rating da Votorantim de BB+ para BBB-, com perspectiva positiva. Pela Fitch Ratings, a holding já detinha uma classificação BBB-, com perspectiva estável. Tendo em vista as duas notas de crédito, a Votorantim é considerada uma empresa com grau de investimento. Pela Moody’s, a classificação passou de Ba2 para Ba1, com perspectiva positiva.

No que diz respeito ao relacionamento com investidores, a Votorantim manteve como princípio a proximidade com esse público, bem como com credores e a transparência em nível que a equipara a companhias de capital aberto. Sendo assim, a empresa mantém canais de comunicação, como o site de Relações com Investidores disponível em português e inglês. Os resultados operacionais e financeiros são divulgados no canal, acompanhados de teleconferências com investidores e analistas do mercado financeiro.

Adicionalmente, a Votorantim promoveu o 15º Encontro com o Mercado, em São Paulo, e a 9ª edição do Votorantim Day, em Nova Iorque, a qual teve, pela primeira vez, transmissão on-line para aqueles que não puderam estar presentes. Os eventos são oportunidades de estreitar o relacionamento com investidores e instituições financeiras por meio do debate sobre os cenários macroeconômicos, as estratégias e os resultados consolidados e das empresas investidas

 

Saiba mais em:
votorantim.com/ri


 

Resultados 2019 102-7

Considerando o cenário de instabilidades política e econômica no Brasil e no mundo, a Votorantim manteve a prudência usual na condução dos negócios.

Em uma visão consolidada, a Votorantim registrou receita líquida de R$ 30,9 bilhões, estável em relação a 2018, em decorrência principalmente do aumento dos preços médios e volumes comercializados da Votorantim Cimentos, e da desvalorização do real frente ao dólar norte-americano, impactando positivamente na consolidação das operações no exterior. Esses fatores foram compensados pela queda no preço dos metais na London Metal Exchange (LME). O Ebitda ajustado totalizou R$ 5,1 bilhões, redução de 26% em relação a 2018, em razão dos menores preços dos metais, aliados a maiores gastos da Nexa por conta de projetos de melhoria de eficiência operacional. Além disso, o Ebitda ajustado de 2018 foi positivamente impactado pelo recebimento de dividendos da Fibria, no valor de aproximadamente R$ 800 milhões.

A Votorantim registrou um lucro líquido de R$ 4,9 bilhões no ano, frente a um lucro de R$ 2,3 bilhões em 2018. Essa variação é explicada principalmente pelo resultado da conclusão da transação da Fibria aliada a uma redução dos juros e da exposição cambial, devido à redução da dívida bruta pelo pagamento antecipado de dívidas na holding e na Votorantim Cimentos. Esses fatores foram parcialmente compensados por menores resultados operacionais, já explicados pela queda do Ebitda ajustado, e de participações societárias, devido à maior base comparativa de 2018, que considerava Fibria entre as empresas investidas reconhecidas por equivalência patrimonial, e à queda no resultado da Citrosuco em 2019.

 

 

 

No ano, o Fluxo de Caixa Operacional (FCO) foi positivo em R$ 390 milhões, uma redução em relação a 2018, por conta do aumento do Capex, dados os investimentos realizados, principalmente, pela Votorantim Cimentos e pela Nexa.

No início do ano, a Votorantim recebeu a quantia de R$ 8,2 bilhões pela conclusão da transação da Fibria. Em 2019, a Votorantim pagou um total de R$ 1,4 bilhão em dividendos aos seus acionistas, sendo R$ 600 milhões referentes aos dividendos não pagos em 2017 e R$ 800 milhões referentes aos dividendos regulares do ano. Com isso, o Fluxo de Caixa Livre (FCL) totalizou R$ 4,9 bilhões.

 

 

Liquidez e endividamento

No fim de 2019, a dívida bruta consolidada foi R$ 19,8 bilhões, uma redução de R$ 4,7 bilhões na comparação com o ano anterior. A variação é explicada, principalmente, pelo pagamento antecipado de R$ 5,2 bilhões em dívidas pela holding e pela Votorantim Cimentos. No primeiro semestre do ano, a Votorantim Cimentos realizou o pré-pagamento parcial de bonds com vencimento em 2021, 2022 e 2041. A holding, por sua vez, realizou o pagamento antecipado do bond com vencimento em 2019, de empréstimos bilaterais da modalidade 4131 e de debêntures.

O caixa, os equivalentes de caixa e as aplicações financeiras somaram R$ 10,7 bilhões, 51% dos quais denominados em reais.

Para reforço de liquidez, a Votorantim e a Votorantim Cimentos possuem duas linhas de crédito rotativo (Revolving Credit Facilities) com vencimento em 2023, no total de US$ 700 milhões, que somadas ao caixa totalizaram R$ 13,7 bilhões.

A dívida líquida atingiu R$ 10 bilhões, 25% menor do que em 2018, reflexo principalmente da redução da dívida bruta. A alavancagem financeira, dada pelo quociente dívida líquida/Ebitda ajustado, atingiu 1,95x, um aumento de 0,03x comparado a dezembro de 2018 e 0,16x comparado a setembro de 2019.

 

 

Investimento

O Capex totalizou R$ 3,2 bilhões, 24% superior em relação a 2018. Os projetos de expansão representaram 28% dos recursos investidos.

Responsável por 83% do valor total dedicado à expansão, a Nexa concentrou seus investimentos no desenvolvimento do projeto Aripuanã, em Mato Grosso, mina subterrânea polimetálica e no aprofundamento da mina de zinco em Vazante, em Minas Gerais, ambos projetos no Brasil.

Os investimentos em expansão da Votorantim Cimentos representaram 15% do total, com destaque para a ampliação de capacidade da planta de moagem em Pecém, localizada no Nordeste do Brasil. O projeto está previsto para ser concluído em 2020 e adicionará 800 mil toneladas de capacidade.