Reservas Votorantim 103-2 | 103-3

Saiba mais em:
legadodasaguas.com.br

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Com foco na gestão de ativos ambientais, a Reservas Votorantim assumiu papel mais amplo de geração de receitas na cadeia produtiva, por intermédio da conservação de territórios e recursos hídricos e do desenvolvimento das comunidades.

A empresa é gestora do Legado das Águas, maior reserva privada de Mata Atlântica do País, com 31 mil hectares espalhados pelas cidades paulistas de Juquiá, Miracatu e Tapiraí. No local, desenvolve uma série de atividades, como compensação de reserva legal com proprietários rurais; uso público, que inclui ecoturismo e estudo do meio; comercialização de mudas; revitalização de áreas; e condução de plano compartilhado com o governo estadual. Além disso, trabalha em conjunto com a Fundação Florestal em pesquisa e ecoturismo no Parque Jurupará, nos municípios de Ibiúna e Piedade, em São Paulo.

A Reservas apoia as empresas do portfólio suas patrocinadoras – tanto nas ações socioambientais desenvolvidas internamente como cedendo dependências e estrutura do Legado para que conduzam trabalhos de campo e visitas de seus stakeholders.

Também são mantidas parcerias com universidades para a realização de pesquisas científicas, a exemplo da Unesp de Rio Claro, em São Paulo, cujos profissionais identificaram, no Legado das Águas, a presença de espécies novas de fungos e avaliaram sua importância na ampliação da produção vegetal. Outro estudo está relacionado à fertilidade do solo. No total, 70 pesquisadores de 40 instituições passaram ou permanecem do território, algumas delas sediadas no exterior, como a Conservação Internacional e a WWF.

Com o Instituto Butantã, cuja parceria está em andamento há três anos, vem sendo feito levantamento dos anfíbios e répteis existentes na área, desdobrado em ações de educação ambiental, o que inclui a conscientização da população dos municípios vizinhos sobre como lidar com as espécies e os primeiros socorros em casos de acidente ofídico. No âmbito desse trabalho, foram promovidas, no ano, 38 palestras, facilitadas pela Reservas, que cedeu sua base de apoio e fez as tratativas com prefeituras, escolas e instituições.

Outra realização do ano foi o projeto Apoio à Gestão Pública (AGP) – Turismo, apoiado pelo Instituto Votorantim e implantado pela Reservas no Vale do Ribeira, em São Paulo. Seu objetivo é aperfeiçoar a qualidade da rede de parceiros interessados em fomentar o turismo na região. Fruto da iniciativa, as prefeituras de Juquiá e Miracatu criaram um selo turístico, capacitaram guias e estruturaram rotas de visitação, fazendo, assim, jus ao título de municípios de interesse turístico e ampliando seus potenciais de desenvolvimento.

Em 2019, o Legado das Águas atingiu operação plena, com todas as suas cadeias produtivas em funcionamento. Em relação ao uso público, o ecoturismo atraiu cerca de 3 mil visitantes no período, que usufruíram de caminhadas por trilhas, passeios ciclísticos, canoagem, observação de aves e visitas ao orquidário e à produção vegetal. Ainda de caráter utilitário, há o estudo do meio, que possibilitou a recepção de excursões monitoradas de estudantes, além do aluguel da área para servir de cenário para fotos e filmagens.

Em relação à produção vegetal, vários trabalhos de paisagismo e reflorestamento foram conduzidos, com destaque para o Projeto Pomar, de revitalização da Marginal Pinheiros, em São Paulo, onde o terreno já foi preparado e houve o plantio inicial de 500 árvores. Além disso, foram vendidas mais de 150 mil mudas a instituições que têm como estratégia fomentar o plantio e criada uma ação de educação ambiental onde plântulas (embrião de plantas contido em uma semente) são entregues às pessoas em tubetes para que elas assumam o plantio – feito em seu nome, em um ritual de sensibilização. O ciclo de vida da planta pode ser acompanhado por seu “tutor” por meio de sistema de rastreabilidade adotado em toda a área, o chamado Código Verde.

No âmbito dos projetos de biotecnologia, foram produzidos extratos de espécies da Mata Atlântica, avaliados por potenciais clientes, com os quais estão em andamento os processos de negociação. A experiência pode beneficiar o negócio não apenas pela comercialização do produto, mas também pela concessão de propriedade intelectual.

No mesmo sentido, foram feitos testes que resultaram na reprodução de 100 orquídeas nativas da Mata Atlântica – fato inédito –, uma das quais estava considerada extinta há mais de 50 anos em São Paulo. A iniciativa torna-se ainda mais relevante pelo fato de as orquídeas serem alvos de extração ilegal. A ideia é, portanto, mostrar que é possível reproduzi-las de forma simples – trabalho que já foi iniciado com a Comunidade do Mono, no município de Miracatu, para estimular a produção própria e a consequente geração de renda.

No Parque Jurupará, operado pelo Legado das Águas em parte de uso público, também já foram iniciadas atividades como passeios de bicicleta, trilhas e corridas e está em fase de conclusão um circuito de rafting. A ideia é que o local se torne mais conhecido como alternativa de turismo e educação ambiental.