Nexa

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O ano de 2019 foi desafiador para toda a indústria de commodities em razão dos vários acontecimentos políticos e econômicos que impactaram negativamente os preços de metais básicos. Para a Nexa Resources, uma das cinco maiores produtoras de zinco do mundo, não foi diferente. Pela queda de preços de metais na London Metal Exchange (LME), a companhia registrou receita líquida de US$ 2,3 bilhões. O Ebitda ajustado foi de US$ 349 milhões, reflexo da redução dos preços e do aumento de custos operacionais nas minas, efeitos compensados parcialmente pelo menor custo médio dos smelters. Esse resultado foi impactado também por gastos extraordinários do programa Jeito Nexa.

Apesar disso, a alavancagem financeira, medida pela razão dívida líquida/Ebitda ajustado dos últimos doze meses, encerrou o ano em 2,26x, em função do menor Ebitda ajustado e do aumento da dívida líquida.

As obras da mina subterrânea polimetálica em Aripuanã, no Mato Grosso, seguem avançando e a expectativa é de que a nova mina entre em operação em 2021. O projeto tem previsão de produção média de 120 mil toneladas anuais de zinco equivalente, aumentando a capacidade da companhia em 21%. O projeto incorpora altos padrões de segurança e estabilidade operacional, práticas ambientais de vanguarda, incluindo o uso de empilhamento a seco para resíduos e praticamente 100% de reutilização de água.

Em 2019, a Nexa adquiriu a Karmin, detentora indireta de 30% da participação remanescente do projeto em Aripuanã. Dessa forma, a Nexa passa a deter 100% do projeto. Destaque também para a evolução no aprofundamento da mina de Vazante, em Minas Gerais, com a conclusão da estação de bombeamento e o início do empilhamento a seco de rejeitos de mineração, o que diminui os impactos ambientais e os riscos à operação.

 

 

Atualmente, a Nexa possui 47 estruturas de disposição de rejeito, sendo 23 no Brasil e 24 no Peru, cujos controles e monitoramento são feitos por meio das diretrizes da International Commission on Large Dams (Comissão Internacional de Grandes Barragens). Em 2019, houve a instalação do sistema de sirene em todas as unidades do Brasil, bem como treinamento e simulação de evacuação em massa com a participação efetiva das comunidades locais.

A companhia vem desenvolvendo um projeto de mudança de cultura organizacional, denominado Jeito Nexa, que tem como objetivo elevar sua produtividade e competitividade, com foco na inovação e ganho de eficiência dos processos de forma transversal entre as áreas da empresa. Na governança, o Conselho de Administração ganhou novos integrantes, adicionando e complementando o colegiado com experiências em empresas globais, dentro e fora do setor de metais básicos. Outro avanço foi a criação do Comitê de Sustentabilidade, para apoiar a companhia a adotar e monitorar práticas comerciais seguras e sustentáveis.

O relacionamento com comunidades do entorno de suas operações, por sua vez, avançou por meio do programa de voluntariado, que reuniu 1,2 mil voluntários entre empregados próprios e terceiros e beneficiou mais de 32 mil pessoas. No mesmo sentido, a companhia anunciou, no Peru, aliança de cooperação estratégica com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), reafirmando seu compromisso com as comunidades em suas zonas de influência, de acordo com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

A inovação foi outro aspecto enfatizado no ano, com a abertura de inscrições para a terceira etapa do Mining Lab Challenge, programa de open innovation que busca empreendedores no mundo todo que estejam dispostos a desenvolver projetos de tecnologia para o setor de mineração e metalurgia. Diferentemente das outras duas edições, o programa passou a ser contínuo e ter suas inscrições abertas ao longo de todo o ano. Desde o lançamento, a Nexa prospectou 599 projetos de diversas áreas, como economia circular, energia renovável, automação industrial, nanotecnologia, gestão de efluentes e água, inteligência artificial, logística, gestão de conhecimento jurídico, exploração mineral, employer branding e desenvolvimento local e social. Até 2019, foram selecionadas 31 empresas para desenvolver projetos de transformação de países como Canadá, Israel, Chile, Estados Unidos, Brasil e Peru.